Era da Luta pela "Igualdade Racial", respeito às diferenças e reparações. Verdade ou mito?

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Vivemos séculos de mitos e meias verdades.
O racismo e a intolerância religiosa sempre estiveram presentes na história no nosso povo, porém o racismo Brasileiro é perverso.
À medida que se apresenta de forma velada, mas, assustadoramente as mascaras estão caindo. À medida que "avançamos" em ações afirmativas e políticas públicas, no campo da intolerância religiosa estamos estagnados. Os intolerantes e racistas de plantão não abrem mão de seus princípios segregadores ancorados em doutrinas religiosas radicais, discriminadoras e inquisidores.
São Paulo está vivendo isto. O Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia, enfim é o Brasil. Quanto mais dispositivos legais existam que nos salvaguardem, novas estratégias, não de discriminação, mas de eliminação direto vão surgindo, por instituições públicas de todas as esferas respaldadas por um sistema judiciário equivocado nada Laico, que tem por objetivo tornar todos iguais perante a Lei.

Assino este documento anexo em solidariedade ao Povo de Religião de Matriz Africana de São Paulo e tantos outros que houver, pois sou um PAI DE SANTO, Babalorisa, ativista, militante na defesa dos direitos dos cidadãos e cidadãs negros e negros deste País que, além de serem discriminados e desrespeitados através das diversas ações de intolerância espalhadas pelo Brasil, sofreu na carne também ação discriminatória pela Ulbra-TV no Programa Bibo Nunes. O Pai Marcos de Iyemonja da Cidade de Rio Grande RS, está com seu terreiro lacrado desde Janeiro de 2010 por Ordem do TJ-RS; casos e casos se repetem...
A luta continua!
Quem tem Ori não abaixa a cabeça!
Baba Diba de Iyemonja
Conselheiro da CEDRA-RS - Congregação em defesa das Religiões
Afro Brasileiras-RS
Coordenador do Nucleo-Rs da Rede Nacional de Religião Afro
Brasileira e Saude
Diretor da Ong Africanamente Centro de Pesquisa,resgate e
preservação de Tradições Afro descendentes
Babalorixa da Comunidade Terreira Ile Axé Iyemonja Omi Olodo


ABAIXO, A CARTA

Carta de Repúdio
A Intolerância Religiosa da Prefeitura Municipal de São Paulo
Torna-se público o seguinte Manifesto:

Conforme diz a constituição Brasileira, (Art. XVIII) “Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, em público ou em particular”.

Na contra mão da luta por políticas que garantam o respeito à diversidade, a Prefeitura de São Paulo implementa uma ação claramente discriminatória e de intolerância religiosa. O exemplo mais gritante é de tentar expulsar a Associação Cultural Religiosa e Beneficente “Comunidade de Oyá e Ogum - Ilê Alaketú Axé Egbé Oyá Ogun, do Planalto Paulista”, onde está localizada no mesmo endereço, há mais de 25 anos.

A Associação desenvolve atividades voltadas a assistência a pessoas carentes e ao culto religioso. Durante esse tempo a Comunidade reforçou a crença na busca pela radicalização da democracia e pela universalização o dos direitos humanos, econômicos, sociais e culturais, e principalmente, pela erradicação do racismo e da intolerância religiosa.

A comunidade convive em Paz no mesmo bairro com diversos templos de outras religiões, como a Igreja Missionária, Igreja Metodista, Paróquia Nossa Senhora de Lourdes e Igreja Ortodoxa Presbiteriana Santa Maria.

O direito a liberdade religiosa é um princípio da igualdade. Por essa razão nós dos movimentos Negros, Mulheres e seguidos por vários outros movimentos da cidade e estado de São Paulo, repudiamos a ação da prefeitura que expressa a mais absurda demonstração de intolerância religiosa contra este templo de “Matriz Africana” e exigimos o direito à permanência da Associação em seu atual endereço. Declaramos o nosso total apoio e solidariedade a “Comunidade de Oyá e Ogum”.
SÃO PAULO,
JANEIRO DE 2010.

Assinam esta Carta:
- Sociedade Comunitária “Fala Negão/Fala Mulher” da ZL/SP
- MNU - Movimento Negro Unificado
- CONEN - Coordenação Estadual de Entidades Negras
- CEABRA - Coletivo de Empresários Afro-brasiliros
- SOWETO - Organização Negra.
- MOCUTI - Movimento Cultural Cidade Tiradentes
- Coordenador Municipal da UNEGRO de Guarulhos
- Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas (COJIRA-SP)
- SOS Racismo – Assembléia Legislativa de São Paulo
- Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de São Paulo – Presidente Deputado Estadual José Cãmdido
- Instituto Terceiro Corpo
- Fórum das Religiões Afro-brasileiras de São Paulo – FOESP
- Babalorixá Kaobakessy – Edson Ribeiro Mandarino
- Tata Matãmoridê – Eduardo Brasil
- Portal do Candomblé - SP
- Antonia dos Santos Garcia-Socióloga,Doutora em Planejamento Urbano e Regional-IPPUR/UFRJ
- ASETT-Associação Ecumenica dos Teólogos do Terceiro Mundo
- Camila Furch – SOF e Marcha Mundial das Mulheres
- Camila Cardoso Diniz – aluna da UNIFESP – curso de Filosofia
- CENARAB/SP
- Coletivo Dandara-Grupo Feminista da Faculdade de Direito da USP
- Isadora Brandão – Coletivo Dandara
- Conselho Nacional de Iyálorisás, Egbomys e Ekedys Negras/SP
- Doné Kika de Bessen
- Dora Martins dos Santos
- Egbomy Silvia de Oyá
- Espaço Lilás/SP
- Flavia Pereira – Casa da Mulher Lilith /SP
- Luiza E. Tomita – Secretária Executiva e Tesoureira da ASETT
- Marcha Mundial das Mulheres/SP
Maria Fernanda Marcelino – UNIFESP e MMM
- Egbomy Marisabel de Xangô – Presidente Coletivo das Mulheres de Axé da Comunidade de Oyá e Ogun e MMM
- Nalú Faria – MMM e REMTE
- NATA-Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas (Cojira/SP)
- Neuza Tito – REF Brasil
- Observatório da Mulher
- Oriashé- Sociedade Brasileira de Cultura e Arte Negra
- Rachel Moreno – Observatório da MulherRenata Faleiros Moreno – REMTE e MMM
- Rosangela Rigo-Secretária Estadual de Mulheres do PT
- SOF – Sempreviva Organização Feminista
- Sonia Coelho – CMS
- Vera Lúcia Santana Araújo – Brasília, Advogada
- UARAB – União dos Adeptos das Religiões Afro-Brasileiras
- Vodunci Zindzi de Oyá
- Ilê Araxá de Olocum, Reino de Xapanã e Oxum
- Anna Paula Silva Cesário
- SAPATÀ –Rede Nacional da Promoção e Controle da Saúde das Lésbicas Negras
- Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas- Candaces Br
- Fernanda Estima –jornalista, Ciranda Independente da Comunicação e Rede Paulista pela - Democratização da Comunicação e Rede Paulista pela Democratização da Comunicação
- Jarbas Ricardo Almeida Cunha – CONLUTAS/ MG
- Letícia Yumi Shimoda – MMM
- Elaine da silva Campos – WENDO/SP
- Kiambote – MONABANTU/MG
- Makota Kisandembu Kiamaza – Coordenação Executiva e Comunicação - - MONABANTUMG
- Maria Giuseppina Curione – MMM
- Iyálorisá Klau de Sapatá (Claudete Costa) do Ylê Araxá de Olocum, Reino de Xapanã e Oxum/RS (Nação Jejé Ijexá/Banto
- Camila Cristal – UARAB
- Adriana Luza da Cunha
- Procuradora Màe Suzana Andrade – Uruguay
- Grupo ATABAQUE – Uruguay
- Federación IFÁ Del Uruguay
- Casa da Cultura da Mulher Negra – Santos /SP
- Juliana Borges – Diretora de Movimentos Sociais da UEE/SP-Coordenadora Municipal da Juventude Negra do PT
- DCE – Reconstrução Gestão 2008 – PUCCAMP
- José Sotero de Barros
- Egbomy Oyassidinann -Comunidade Oyá e Ogun
- Paulo José Manzano – Comunidade de Oyá e Ogun
- Ekedy Kiyágonarê – Comunidade de Oyá e Ogun
- Maria Aparecida Avelino de Souza- Comunidade de Oyá e Ogun
- Silvana Venâncio – Comunidade de Oyá e Ogun
- Ogan Carlos de Oxalá (Carlos Alberto dos Santos Aguado)- Comunidade de Oyá e Ogun
- Terezinha Venâncio de Souza – comunidade de Oyá e Ogun
- Terezinha Ribeiro Venâncio – Comunidade de Oyá e ogun
- Rede Mulheres Negras - PR
- Igor Moreira Aguado – Comunidade Oyá e ogun
- Afarodé (Ricardo Godoy Pedroso) – Comunidade de Oyá e Ogun
- Kelly Cristiane d. Pedroso- Comunidade de Oyá e Ogun
- Carmem Lydia M. Godoy – Comunidade de Oyá e ogun
- IPJ - Instituto Paulista de Juventude
- Marinalva Lourenço – Marcha Mundial das Mulheres/PE
- Maria da Conceição Franco
- Márcia Valéria Pereira-MMM
- Ana Benedita Franco da Costa – MMM
- Egbomy Ricardo de Oxun - Comunidade de Oyá e Ogun
- Martha de Yewá - Comunidade de Oyá e Ogun
- Maria Luiza Moreira - Comunidade de Oyá e Ogun
- Egbomy Eduardo de Oxalá - Comunidade de Oyá e de Ogun
-CEDRAB-RS – Congregação em Defesa das Religiões Afro do RS
-Baba Diba de Iyemonja –RS
-Ile Axé Iyemonja Omi Olodo-RS
-Africanamente – Centro de Pesquisa, resgate e Preserv. Tradições Afrodesc. RS

PASTORES EVANGELICOS ACUSAM CRIANÇAS DE BRUXARIA

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Pastores de igrejas evangélicas na Nigéria estão acusando crianças de serem bruxas, levando ao abuso e a crueldade indiscritíveis a crianças inocentes.

Elas estão sendo abandonadas pelos pais para morrerem, isso quando não são mortas, espancadas, queimadas, envenenadas, enterradas vivas, amarradas a árvores, entre outras crueldades.

Estima-se que cerca de 5.000 crianças foram abandonadas desde 1998, e que de cada 5 crianças abandonadas, uma acaba morrendo, e as que sobrevivem ficam em estado de choque.

Os pastores fazem parte das igrejas evangélicas "Assembléia do Novo Testamento", "Igreja de Deus das Missões", "Evangelho Monte Sião", "Glória de Deus", "Irmandade da Cruz", "Liberdade do Evangelho", entre muitas outras.
São os pastores que dizem que as crianças estão enfeitiçadas, e eles prometem fazer um exorcismo para curar as bruxas mediante pagamento, que pode custar 3 a 4 meses de trabalho.

Como a grande maioria das pessoas não podem pagar, elas abandonam as crianças, ou utilizam outros métodos para tentar "curá-las".

SEJA FORTE E ASSISTA O VÍDEO:

In Guardian

II MARCHA ESTADUAL PELA VIDA E LIBERDADE ELIGIOSA – Quem é de Axé diz que é!

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As 14 horas da tarde Religiosos foram recebidos No Ministério Público Estadual pelo Desembargador Francesco Conte onde foi apresentada a carta de Porto Alegre e também feita a denuncia de casos intolerância religiosa do RS pedindo maior atenção do Ministério Público nos processos que envolvem intolerância religiosa e aplicação da Lei Caó. Conte sinalizou com maior comprometimento no sentido de formação e informação sobre as questões raciais e de intolerância e também a existência de uma comissão no MP para tratar destes assuntos, também demonstrou empenho na aplicação da Lei 10639/2003 como estratégia de combate ao racismo e a intolerância religiosa em sua base que é a escola, considerando educação com eixo na conscientização.

Eram 15 horas de 25 de janeiro de 2010, o Largo Glênio Peres começa a ganhar um colorido de rara beleza que foge à rotina deste largo que abriga o grande Mercado Publico de Porto Alegre, morada do “Bará do mercado”, guardião das tradições de matriz africana do estado do Rio Grande do Sul e também símbolo da resistência negro-ancestral no estado. Duas grandes razões alteram esta rotina: A caminhada abertura do Forum Social Mundial 2010 – 10 anos e a II Marcha Estadual pela Vida e Liberdade Religiosa. Caravanas de diversas cidades do RS chegavam com lideranças religiosas para a Marcha, desta vez com o slogan “Quem é de Axé, diz que é! Proposta pelo Cen Brasil – Ba que tem por objetivo a preparação dos seguidores da Religião de Matriz Africana e Umbanda para o censo de 2010 incentivando-os a declarar sua verdadeira religiosidade, já que em censos anteriores isto não ocorreu, tendo a maioria se declarado católico. Mais que isto esta campanha traz a conscientização de que precisamos mostrar quantos somos para que possamos legitimar políticas publicas para Comunidades Tradicionais de Terreiro e estratégias de combate a intolerância religiosa. Outro Slogam dizia que “Um mundo com tolerância é possível” já que também se tratava de FSM2010, evocando uma cultura de respeito às diferenças e igualdades de direitos. As 16 horas não só o Largo como a Av Borges de Medeiros já se encontravam tomadas pelo público diverso com muita garra e axé. As 17 horas foi lida a Carta de Porto Alegre pelo Babalorixa e locutor de Rádio da cidade de Passo Fundo Ipácio Carolino Abinbade do Bará, contendo um relato de casos de desrespeito as Religiões Afro no País,em especial os mais recentes do RS caso de Pai Marcos de Iyemoja da Cidade de Rio Grande, a mais negra do RS e o caso sofrido pelo Conselheiro da CEDRAB-RS e organizador da Marcha Baba Diba de Iyemoja que foi discriminado pela UlbraTV ao se apresentar para Participar de um programa pelo próprio apresentador do programa Bibo Nunes que o impediu de dar a entrevista, contem também o documento um repúdio à Candidata a Presidência da Republica Ministra Dilma Russef, que adiou o lançamento do Plano Nacional de Combate a Intolerância Religiosa alegando evitar polemicas com evangélicos e católicos em tempo de eleição. As 17 e trinta, ouviram-se cânticos ao Bará e levou o “pade de exu”, sinalizando que os caminhos estavam abertos para que a II Marcha estadual iniciasse. Os Religiosos sairam a frente do Marcha do Fórum e no cruzamento da Av Borges com Loreiro da Silva seguiu seu curso desviando-se para a AV Loureiro da Silva, onde se encontra o Largo Zumbi dos Palmares onde foi Feito um ato em desagravo ao Povo Haitiano quando todos os integrantes pararam e ouviram em silencio a introdução do Hino do Haiti, após o Hino foi pedido a que o povo se mobilize em ajuda humanitária para o Pais defasado pelo terremoto. Logo em seguida, foi solicitada uma infra-estrutura e revitalização para o largo transformado em estacionamento e sem nenhum monumento que faça referencia ao povo negro. Aos sons dos tambores a Marcha chega à Volta do Gasômetro onde foi feito a entrega do presente às águas do Rio Guaíba. Na chegada com alguns conflitos por parte da Comissão Organizadora do FSM2010 que não queriam dar espaço de fala para os religiosos que deveriam entoar cânticos durante a entrega do presente, conflito acabou não sendo resolvido, pois nossos Religiosos Subiram ao Palco, deram seu recado sob ameaças de serem expulsos alegando tempo, tendo sido cortado o microfone antes da finalização da Fala do Mestre Borel, Ícone do Povo Negro, não podendo usar a Palavra a Matriarca Mãe Norinha de Oxalá, vejam só, num cenário de FSM onde se propões diálogo. Avançamos ou retrocedemos? Aos gritos da platéia que vaiava a organização de intolerantes religiosos deixam o palco e encerram a II Marcha Pela Vida e Liberdade Religiosa. Muito Embora a dinâmica da Marcha de abertura do FSM tenha acelerado a dinâmica da Marcha dos Religiosos avaliamos positivamente em termos de participação dos afro religiosos e simpatizantes bem como nas denúncias.
Participaram da Marcha CEDRAB-RS, FORMA-RS, FAUERS-CANOAS, UNI AXÈS, FEDERAÇÃO DE UMBANDA E CULTOS AFROS DE PELOTAS, CONCAUGRA-GRAVATAI, CODENE-RS, MNU-RS, UNEGRO-RS, AFRICANAMENTE-RS e apoiaram INTECAB-SP, CEN BRASIL, CETRAB-RJ...

Quem tem Ori não baixa a cabeça!
Baba Diba de Iyemonja