LANÇAMENTO DA CAMPANHA “QUEM É DE AXÉ, DIZ QUE É!” NO Rio Grande do Sul

|


O lançamento da campanha será dia 21 de maio de 2010 ás 14 horas no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do sul.

Os Religiosos de Matriz Africana e Umbanda do Brasil mobilizam-se para uma verdadeira virada nos índices apresentados no CENSO de 2000 para o CENSO de 2010. O último censo (de 2000) não traduz a realidade religiosa do nosso povo, já que historicamente as religiões Afro e Umbanda foram perseguidas e marginalizadas e o povo foi induzido a negar sua identidade, sua negritude e sua religiosidade por conta do racismo. Nos dias de hoje trabalhamos nossa consciência para o enfrentamento desta intolerância e deste racismo evocando tudo aquilo que antes era negado, já que existem leis que garantem o direito de ir e vir e de liberdade de crença. Quando estes dados “ditos” oficiais não expressam a realidade, o prejuízo recai para os segmentos que são diminuídos, dificultando as reivindicações de políticas publicas e ações afirmativas sob alegação da não expressividade comparada com o todo.

O Rio Grande do Sul lança também a campanha, que é uma iniciativa do CEN Brasil (Coletivo de Entidades Negras) “Quem é de Axé, diz que é!” em apoio a esta mobilização nacional que incentiva e prepara os vivenciadores da Religião Afro Brasileira e Umbanda a assumir a sua identidade religiosa frente ao próximo Censo.


Precisamos tornar uníssonas nossas vozes.

Convocamos todos os Religiosos Afros e Umbandistas do Estado do RS a comparecerem e abraçarem esta idéia...

Quem é de axé, diz que é!

Não tenha vergonha de carregar um Orixá e sua ancestralidade!

XII RGONGO - ANO 2010 - Mostra de Cultura Negra e Festa do Vovô Cipriano da Angola

|

Convite

"Abre a Roda e senta no Chão, por que festa de preto, não tem luxo não"...
Jorge Onifade

A Comunidade Terreira Ile Axé Iyemonja Omi Olodo do RS, mais uma vez tem a grata satisfação de convidar todos os irmãos, amigos, simpatizantes e vivenciadores da Religião de Matriz Africana e Umbanda para a edição 2010 do R'GONGO - XII Mostra de Cultura Negra e Festa em Homenagem ao Vovo Cipriano de Angola que acontecerá de 10 a 15 de maio.

O R'Gongo é uma festa de ancestralidade que surge como uma simples festa de Pretos (a) Velhos(a) iniciando em 1993. À partir 1998 assume o formato de Mostra de Cultura Negra aperfeiçoando-se a cada ano a partir de consulta à memoria do Preto Velho Vovo Cipriano de Angola, tornando-se um grande evento reflexivo na semana do 13 de maio, data em que foi assinada a Lei Aurea que supõe a abolição da escravidão.

Este evento acontece com apoio da Ong Africamente - Centro de Pesquisa, Resgate e Preservação de Tradições Afrodescendentes e da Yahya Produções Artísticas e ja conquistou grandes Premios do Ministerio da Cultura como "Humberto de Maracanã" em outubro de 2008, seguido pelo Premio "Pontinho de Cultura" ao Projeto Ori Inu Ere em dezembro 2008, e o Premio "Lança de Ouro" em junho de 2009 do Hip Hop Região Sul em parceria com a Secretaria de Cultura do Municipio de Porto Alegre e por Último o Premio Nacional da Igualdade Racial da Seppir em parceria com a ONG Criar Brasil do RJ em novembro de 2009 pelo Programa "ORI INU".

O R'Gongo reune artistas, intelectuais, ativistas do movimento negro e demais movimentos sociais, politicos, profissionais de educação, pesquizadores e vivenciadores da Religião de Matriz Africana e Umbanda.


Você não pode perder! Acolhimento é a nossa especialidade.

Confira a Programação!!!

Clique na foto para ver em tamanho maior:

Era da Luta pela "Igualdade Racial", respeito às diferenças e reparações. Verdade ou mito?

|

Vivemos séculos de mitos e meias verdades.
O racismo e a intolerância religiosa sempre estiveram presentes na história no nosso povo, porém o racismo Brasileiro é perverso.
À medida que se apresenta de forma velada, mas, assustadoramente as mascaras estão caindo. À medida que "avançamos" em ações afirmativas e políticas públicas, no campo da intolerância religiosa estamos estagnados. Os intolerantes e racistas de plantão não abrem mão de seus princípios segregadores ancorados em doutrinas religiosas radicais, discriminadoras e inquisidores.
São Paulo está vivendo isto. O Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia, enfim é o Brasil. Quanto mais dispositivos legais existam que nos salvaguardem, novas estratégias, não de discriminação, mas de eliminação direto vão surgindo, por instituições públicas de todas as esferas respaldadas por um sistema judiciário equivocado nada Laico, que tem por objetivo tornar todos iguais perante a Lei.

Assino este documento anexo em solidariedade ao Povo de Religião de Matriz Africana de São Paulo e tantos outros que houver, pois sou um PAI DE SANTO, Babalorisa, ativista, militante na defesa dos direitos dos cidadãos e cidadãs negros e negros deste País que, além de serem discriminados e desrespeitados através das diversas ações de intolerância espalhadas pelo Brasil, sofreu na carne também ação discriminatória pela Ulbra-TV no Programa Bibo Nunes. O Pai Marcos de Iyemonja da Cidade de Rio Grande RS, está com seu terreiro lacrado desde Janeiro de 2010 por Ordem do TJ-RS; casos e casos se repetem...
A luta continua!
Quem tem Ori não abaixa a cabeça!
Baba Diba de Iyemonja
Conselheiro da CEDRA-RS - Congregação em defesa das Religiões
Afro Brasileiras-RS
Coordenador do Nucleo-Rs da Rede Nacional de Religião Afro
Brasileira e Saude
Diretor da Ong Africanamente Centro de Pesquisa,resgate e
preservação de Tradições Afro descendentes
Babalorixa da Comunidade Terreira Ile Axé Iyemonja Omi Olodo


ABAIXO, A CARTA

Carta de Repúdio
A Intolerância Religiosa da Prefeitura Municipal de São Paulo
Torna-se público o seguinte Manifesto:

Conforme diz a constituição Brasileira, (Art. XVIII) “Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, em público ou em particular”.

Na contra mão da luta por políticas que garantam o respeito à diversidade, a Prefeitura de São Paulo implementa uma ação claramente discriminatória e de intolerância religiosa. O exemplo mais gritante é de tentar expulsar a Associação Cultural Religiosa e Beneficente “Comunidade de Oyá e Ogum - Ilê Alaketú Axé Egbé Oyá Ogun, do Planalto Paulista”, onde está localizada no mesmo endereço, há mais de 25 anos.

A Associação desenvolve atividades voltadas a assistência a pessoas carentes e ao culto religioso. Durante esse tempo a Comunidade reforçou a crença na busca pela radicalização da democracia e pela universalização o dos direitos humanos, econômicos, sociais e culturais, e principalmente, pela erradicação do racismo e da intolerância religiosa.

A comunidade convive em Paz no mesmo bairro com diversos templos de outras religiões, como a Igreja Missionária, Igreja Metodista, Paróquia Nossa Senhora de Lourdes e Igreja Ortodoxa Presbiteriana Santa Maria.

O direito a liberdade religiosa é um princípio da igualdade. Por essa razão nós dos movimentos Negros, Mulheres e seguidos por vários outros movimentos da cidade e estado de São Paulo, repudiamos a ação da prefeitura que expressa a mais absurda demonstração de intolerância religiosa contra este templo de “Matriz Africana” e exigimos o direito à permanência da Associação em seu atual endereço. Declaramos o nosso total apoio e solidariedade a “Comunidade de Oyá e Ogum”.
SÃO PAULO,
JANEIRO DE 2010.

Assinam esta Carta:
- Sociedade Comunitária “Fala Negão/Fala Mulher” da ZL/SP
- MNU - Movimento Negro Unificado
- CONEN - Coordenação Estadual de Entidades Negras
- CEABRA - Coletivo de Empresários Afro-brasiliros
- SOWETO - Organização Negra.
- MOCUTI - Movimento Cultural Cidade Tiradentes
- Coordenador Municipal da UNEGRO de Guarulhos
- Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas (COJIRA-SP)
- SOS Racismo – Assembléia Legislativa de São Paulo
- Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de São Paulo – Presidente Deputado Estadual José Cãmdido
- Instituto Terceiro Corpo
- Fórum das Religiões Afro-brasileiras de São Paulo – FOESP
- Babalorixá Kaobakessy – Edson Ribeiro Mandarino
- Tata Matãmoridê – Eduardo Brasil
- Portal do Candomblé - SP
- Antonia dos Santos Garcia-Socióloga,Doutora em Planejamento Urbano e Regional-IPPUR/UFRJ
- ASETT-Associação Ecumenica dos Teólogos do Terceiro Mundo
- Camila Furch – SOF e Marcha Mundial das Mulheres
- Camila Cardoso Diniz – aluna da UNIFESP – curso de Filosofia
- CENARAB/SP
- Coletivo Dandara-Grupo Feminista da Faculdade de Direito da USP
- Isadora Brandão – Coletivo Dandara
- Conselho Nacional de Iyálorisás, Egbomys e Ekedys Negras/SP
- Doné Kika de Bessen
- Dora Martins dos Santos
- Egbomy Silvia de Oyá
- Espaço Lilás/SP
- Flavia Pereira – Casa da Mulher Lilith /SP
- Luiza E. Tomita – Secretária Executiva e Tesoureira da ASETT
- Marcha Mundial das Mulheres/SP
Maria Fernanda Marcelino – UNIFESP e MMM
- Egbomy Marisabel de Xangô – Presidente Coletivo das Mulheres de Axé da Comunidade de Oyá e Ogun e MMM
- Nalú Faria – MMM e REMTE
- NATA-Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas (Cojira/SP)
- Neuza Tito – REF Brasil
- Observatório da Mulher
- Oriashé- Sociedade Brasileira de Cultura e Arte Negra
- Rachel Moreno – Observatório da MulherRenata Faleiros Moreno – REMTE e MMM
- Rosangela Rigo-Secretária Estadual de Mulheres do PT
- SOF – Sempreviva Organização Feminista
- Sonia Coelho – CMS
- Vera Lúcia Santana Araújo – Brasília, Advogada
- UARAB – União dos Adeptos das Religiões Afro-Brasileiras
- Vodunci Zindzi de Oyá
- Ilê Araxá de Olocum, Reino de Xapanã e Oxum
- Anna Paula Silva Cesário
- SAPATÀ –Rede Nacional da Promoção e Controle da Saúde das Lésbicas Negras
- Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas- Candaces Br
- Fernanda Estima –jornalista, Ciranda Independente da Comunicação e Rede Paulista pela - Democratização da Comunicação e Rede Paulista pela Democratização da Comunicação
- Jarbas Ricardo Almeida Cunha – CONLUTAS/ MG
- Letícia Yumi Shimoda – MMM
- Elaine da silva Campos – WENDO/SP
- Kiambote – MONABANTU/MG
- Makota Kisandembu Kiamaza – Coordenação Executiva e Comunicação - - MONABANTUMG
- Maria Giuseppina Curione – MMM
- Iyálorisá Klau de Sapatá (Claudete Costa) do Ylê Araxá de Olocum, Reino de Xapanã e Oxum/RS (Nação Jejé Ijexá/Banto
- Camila Cristal – UARAB
- Adriana Luza da Cunha
- Procuradora Màe Suzana Andrade – Uruguay
- Grupo ATABAQUE – Uruguay
- Federación IFÁ Del Uruguay
- Casa da Cultura da Mulher Negra – Santos /SP
- Juliana Borges – Diretora de Movimentos Sociais da UEE/SP-Coordenadora Municipal da Juventude Negra do PT
- DCE – Reconstrução Gestão 2008 – PUCCAMP
- José Sotero de Barros
- Egbomy Oyassidinann -Comunidade Oyá e Ogun
- Paulo José Manzano – Comunidade de Oyá e Ogun
- Ekedy Kiyágonarê – Comunidade de Oyá e Ogun
- Maria Aparecida Avelino de Souza- Comunidade de Oyá e Ogun
- Silvana Venâncio – Comunidade de Oyá e Ogun
- Ogan Carlos de Oxalá (Carlos Alberto dos Santos Aguado)- Comunidade de Oyá e Ogun
- Terezinha Venâncio de Souza – comunidade de Oyá e Ogun
- Terezinha Ribeiro Venâncio – Comunidade de Oyá e ogun
- Rede Mulheres Negras - PR
- Igor Moreira Aguado – Comunidade Oyá e ogun
- Afarodé (Ricardo Godoy Pedroso) – Comunidade de Oyá e Ogun
- Kelly Cristiane d. Pedroso- Comunidade de Oyá e Ogun
- Carmem Lydia M. Godoy – Comunidade de Oyá e ogun
- IPJ - Instituto Paulista de Juventude
- Marinalva Lourenço – Marcha Mundial das Mulheres/PE
- Maria da Conceição Franco
- Márcia Valéria Pereira-MMM
- Ana Benedita Franco da Costa – MMM
- Egbomy Ricardo de Oxun - Comunidade de Oyá e Ogun
- Martha de Yewá - Comunidade de Oyá e Ogun
- Maria Luiza Moreira - Comunidade de Oyá e Ogun
- Egbomy Eduardo de Oxalá - Comunidade de Oyá e de Ogun
-CEDRAB-RS – Congregação em Defesa das Religiões Afro do RS
-Baba Diba de Iyemonja –RS
-Ile Axé Iyemonja Omi Olodo-RS
-Africanamente – Centro de Pesquisa, resgate e Preserv. Tradições Afrodesc. RS